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Dois filhos de Flordelis começam a ser julgados pela morte do pastor Anderson

Teve início na tarde desta terça-feira (23/11), no Fórum de Niterói, o julgamento de Flávio dos Santos Rodrigues e de Lucas Cézar dos Santos de Souza, respectivamente, filhos biológico e afetivo da ex-deputada Flordelis. Flávio é acusado de ter efetuado os disparos que mataram o pastor Anderson do Carmo. Já Lucas é suspeito de ter intermediado a compra da arma do crime. Após abrir a sessão e ler as denúncias contra os réus, a juíza Nearis dos Santos de Carvalho Arce, titular da 3ª Vara Criminal de Niterói, e presidente do júri, deu início aos depoimentos das testemunhas arroladas pela acusação e pela defesa.  A primeira testemunha a depor foi a delegada Bárbara Bueno. Ela disse que a investigação apontou que, antes das eleições da ex-deputada,  já havia tentativas de assassinar o pastor, por envenenamento. "Ele passou por diversos atendimentos médicos e chegou a ser internado no hospital. Aqueles que estão ligados a esse homicídio são os familiares mais próximos à Flordelis. São pessoas muito vulneráveis, que tinham relação de dependência em relação a ela e desentendimentos com a vítima".  Em seguida foi a vez do depoimento do delegado Alan Duarte.  "A partir de conversas extraídas dos celulares,  podemos afirmar que trata-se de uma organização criminal familiar. Flordelis manipulou, mentiu e ocultou provas. Havia um racha na família, com diferença de tratamento entre filhos biológicos e adotivos. O pastor comandava a família de forma rígida e geria a parte financeira, o que gerava descontentamento nos ligados à Flordelis". Wagner Pimenta, o Misael, filho afetivo de Flordelis, foi a terceira testemunha ouvida. Ele contou que foi adotado aos 12 anos e que morou por mais de 30 anos na casa da família. Wagner disse que, após a morte do pastor, Flordelis teria escrito em um caderno que havia quebrado o celular de Anderson e jogado da Ponte Rio-Niterói. A ex-deputada desconfiava que havia escuta policial na casa, por isso se comunicou por escrita. A esposa de Wagner, Luana Pimenta, afirmou que o pastor Anderson do Carmo era grande defensor de Flordelis. De acordo com Luana, não seria possível alertar o pastor sobre suas desconfianças sobre  das atitudes da ex-deputada, pois "ele jamais acreditaria". Quinta testemunha a prestar depoimento, Roberta dos Santos, filha adotiva de Flordelis, admitiu ser autora de mensagem enviada no grupo de whatsapp da família, em que clama por Justiça pela morte de  Anderson. Ela falou que foi adotada aos 3 meses de idade e que, quando criança, tinha medo de Flávio por o considerar agressivo. Após intervalo de 15 minutos, a fase de depoimentos foi retomada, quando foram ouvidas mais duas testemunhas de acusação, o filho adotivo da Flordelis, Alexander Felipe Marques Mendes e o motorista de Uber, Daniel Pereira, que levou Lucas e Flávio a comunidade de Nova Holanda, para a compra da arma utilizada no homicídio. A última testemunha a depor foi Regiane Ramos, ex-patroa de Lucas. Ela foi a única testemunha ouvida pela defesa de Lucas. Todas as demais testemunhas de defesa foram dispensadas pelos advogados dos réus.   MG/FS 
24/11/2021 (00:00)

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